Uma pergunta só: quantas pessoas clicaram no WhatsApp do seu site no mês passado?
Se você respondeu um número, parabéns — seu site trabalha e você é exceção. Se respondeu “não sei”, este artigo é seu: seu site está no ar, mas ninguém sabe se ele traz cliente. E “meu site não gera clientes” e “não sei se meu site gera clientes” são problemas diferentes — o segundo se resolve primeiro, e é bem mais barato.
Por que “visitas” não dizem nada
O número que costumam te mostrar é o de visitas. Visita é métrica de vaidade: mil visitas que não viram contato valem menos que cinquenta que geram três consultas. O site de um escritório não existe para ser visitado — existe para fazer o telefone tocar.
Medir certo é sair do “acho que vem gente do Instagram” para “neste mês, 21 pessoas clicaram no WhatsApp; 14 vieram do Google; a página de direito previdenciário gerou metade disso”. Com essa frase, você sabe onde investir. Sem ela, você está dirigindo de olhos fechados.
Os 4 números que importam
1. Contatos. Cliques no WhatsApp, ligações, formulários enviados. É o número que paga boleto — todos os outros existem para explicar este.
2. De onde vêm. Busca do Google, mapa, Instagram, indicação com link, anúncio. É o que diz onde seu esforço rende: se 80% dos contatos vêm da busca, o blog merece mais atenção que o feed.
3. Qual página gera contato. Se a página de uma área converte e a outra não, você descobriu o que repetir — e o que reescrever.
4. Como te encontram na busca. Quais termos as pessoas digitaram para chegar até você. Às vezes a surpresa é boa: você ranqueia para uma dúvida que nem imaginava — e isso vira pauta de artigo.
As ferramentas são gratuitas (o trabalho é a configuração)
Os dois medidores são do próprio Google e não custam nada:
- Google Analytics (GA4): quem visita, de onde vem, o que faz no site.
- Search Console: como você aparece na busca — termos, cliques, posição.
Aqui vem o detalhe que separa site que mede de site que finge medir: instalar o Analytics não mede contato. De fábrica, ele conta visitas. Para saber que alguém clicou no seu WhatsApp, é preciso configurar esse clique como um evento — e é exatamente a configuração que a maioria pula, porque dá trabalho e pede conhecimento. Sem ela, você tem um velocímetro instalado e desligado.
As 3 perguntas para fazer ao seu fornecedor
Quer saber em qual grupo o seu site está? Pergunte a quem o fez:
- “O site tem Google Analytics e Search Console configurados na minha conta?”
- “O clique no WhatsApp está sendo medido como conversão?”
- “Me mostra quantos contatos o site gerou no mês passado?”
Quem fez direito responde as três em cinco minutos — a terceira com um número. Silêncio, rodeio ou “vou verificar” também são respostas.
O que um site medido muda na prática
Todo site que sai da minha forja nasce medindo cada contato desde o dia 1 — não como extra, como fundação. O que isso muda com o passar dos meses:
- Você decide com número: vale anunciar? O blog está trazendo gente? A página nova converteu?
- Você enxerga o retorno: sabe quantos contatos o site gerou e o que cada um custou.
- Você melhora o que existe: a página que não converte é reescrita com base no que as outras ensinaram.
É a diferença entre ter um site e ter um canal de captação. O site é o mesmo; o que muda é você saber o que ele anda fazendo.
E se a resposta do seu, hoje, for “não sei” — resolve-se. Começa medindo.
Perguntas frequentes
Como saber se o meu site gera clientes?
Quais números importam num site de advogado?
O Google Analytics mede os cliques no WhatsApp?
O que perguntar ao fornecedor do site sobre medição?
Seu site mede alguma coisa?
Me manda o endereço dele no WhatsApp. Te devolvo um mini-diagnóstico honesto — incluindo o que ele mede hoje e o que está passando batido.